Sou eu....
Professor Paquito

Sou Paquito...
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Apesar da luta de toda a classe de sociólogos, essa é uma disciplina que ainda não conquistou seu espaço na educação e formação dos jovens brasileiros. Mesmo acreditando que esse espaço deva ser conquistado com luta e inteligência, e ainda sabendo que enquanto não houver consciência de classe essa conquista não se aproximará, luto para que um dia a inteligência política possa ser ensinada nas escolas. Parabenizo aos colégios de vanguarda que acreditaram na importância da consciência que a sociologia pode abrir na alma de seus alunos.

Observação aos meus alunos: Acreditando em tudo isso, busco sempre trazer-lhes tal conhecimento e esse espaço é uma prova disso.


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Enfim um bom texto que fala os contras dos biocombustíveis!

Penso que se cair como tema na Unicamp, o tema

BIOCOMBUSTÍVEIS é um for te candidato

31/10/2007
Biocombustíveis: a história habitual de

interesses especiais e subsídios

Martin Wolf

Segurança de energia e mudança climática são dois dos desafios mais significativos enfrentados pela humanidade. Mas o que vemos em resposta é um quadro familiar de políticas de autoria de interesses especiais bem organizados. Um exemplo soberbo é a enxurrada de subsídios para os biocombustíveis. São programas agrícolas disfarçados como respostas para a insegurança de energia e mudança climática. Sem causar surpresa, eles têm as características deprimentes de tais programas: proteção elevada, apoio ilimitado aos produtores e indiferença à racionalidade econômica.

O apoio já custa aos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico algo entre US$ 13 bilhões e US$ 15 bilhões por ano. Mas esta soma gera muito menos do que 3% da oferta geral de combustível líquido. Para elevar a participação dos biocombustíveis para 30%, como alguns propõem, custaria pelo menos US$150 bilhões por ano e provavelmente mais, à medida que os custos marginais aumentassem.

Alguém precisava olhar atentamente para a racionalidade de todos estes subsídios. Um excelente relatório da Iniciativa para Subsídios Globais do Instituto Internacional para Desenvolvimento Sustentável fez exatamente isto.* Ele não conta uma história bonita.

A política é extraordinariamente complexa. Ela também pode ser altamente irracional. O Brasil é, por exemplo, o fornecedor mais eficiente de bioetanol, mas enfrenta tarifas de no mínimo 25% nos Estados Unidos e 50% na União Européia. Um exemplo menor é a vantagem dada à produção de "veículos flex" dentro dos padrões americanos de eficiência de combustível. Como o crédito de economia de combustível é maior para os modelos menos eficientes em consumo de combustível, os fabricantes se concentram em utilitários esportivos e caminhonetes. Mas quase todos os motoristas destes veículos usam gasolina comum. O resultado é maior consumo de gasolina, não menor.

O custo do apoio por litro de etanol varia entre US$ 0,29 e US$ 0,36 nos Estados Unidos e US$ 1 na União Européia. O apoio ao biodiesel varia entre US$ 0,2 por litro no Canadá e US$ 1 na Suíça. Mas o custo do petróleo, em termos de unidades de energia equivalentes, é de US$ 0,34 e o do diesel é de US$ 0,41. Portanto, o subsídio aos biocombustíveis freqüentemente é maior que o custo do combustível fóssil equivalente. Sem causar surpresa, os custos de produção dos biocombustíveis subsidiados também costumam ser mais altos.

Mas será que esta mudança onerosa para os biocombustíveis ao menos provoca reduções nas emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa? A resposta é não tanto quanto alguém poderia supor. As emissões líquidas de gases do efeito estufa do caro biodiesel de colza europeu são meros 13% menores do que as do diesel convencional. De forma semelhante, as emissões líquidas do etanol de milho americano são apenas 18% menores do que a do petróleo convencional.

Esta fonte altamente subsidiada de demanda também tem um grande impacto sobre a demanda de alimentos. Em 2007, por exemplo, o aumento na demanda americana por etanol de milho será responsável por mais da metade do aumento global da demanda. O mesmo vale para o uso americano e europeu de soja e colza para biodiesel. O aumento do preço dos alimentos é bom para os produtores. Mas é péssimo para os consumidores, particularmente aqueles de países pobres importadores. O aumento da produção de biocombustíveis também aumenta o estresse sobre as terras e reservas de água existentes.

É possível justificar esta cornucópia de subsídios complexos e caros, obrigatoriedades e medidas protecionistas? Não. Mas isto não impede as pessoas de tentarem. De fato, elas apontam para uma série de justificativas diferentes (e que sempre mudam), como já é familiar na história das políticas agrícolas. Aqui estão apenas cinco delas.

Racionalização um: os subsídios aos biocombustíveis reduzem os subsídios agrícolas. Na verdade, a evidência sugere fortemente que nos Estados Unidos estes subsídios estão se somando aos subsídios já existentes, não os substituindo.

Racionalização dois: a obrigatoriedade dos biocombustíveis reduzirá os preços da gasolina. Mas é obviamente insano tentar baixar o preço de um produto subsidiando a produção de alternativas mais caras.

Racionalização três: o subsídio aos biocombustíveis é uma forma eficiente de reduzir a dependência de combustíveis fósseis arriscados. Mas os biocombustíveis são, de acordo com as tecnologias atuais, complementos, e não substitutos, dos combustíveis fósseis e também estão vulneráveis a riscos climáticos e de pragas.

Racionalização quatro: o subsídio aos biocombustíveis é uma forma eficiente de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Segundo o relatório, o custo da eliminação do equivalente a uma tonelada de dióxido de carbono com biocombustíveis varia de cerca de US$ 150 a US$ 10 mil. Mesmo o número mais baixo ultrapassa quase todas as estimativas do benefício marginal da redução de uma tonelada de emissões. E certamente ultrapassa em muito o custo de muitas formas alternativas de fazê-lo.

Racionalização cinco: os subsídios são apenas necessários para estabelecer a infra-estrutura. Mas para os biocombustíveis se tornarem competitivos, é preciso deixar de subsidiar a infra-estrutura. Os investidores podem cuidar disto sozinhos.

Isto então é um programa agrícola clássico: um sistema oneroso de transferências à procura de uma desculpa. Ou, como coloca o relatório: "A série desconcertante de incentivos que foram criados para os biocombustíveis em resposta a múltiplos (e às vezes contraditórios) objetivos possui todos os sinais característicos de um 'trem da alegria' auxiliado e incitado por interesses setoriais investidos".

Então, o que precisa ser feito? Aqui estão algumas sugestões simples: eliminar a cada vez mais popular (por ser aparentemente mais barata) obrigatoriedade de usar quantidades específicas de biocombustíveis, já que esta mudança transfere todo o risco de flutuações na oferta e demanda para os alimentos; disciplinar o acúmulo de subsídios; e eliminar todos os apoios ilimitados à produção antes que se tornem impossíveis de serem revertidos.

Aqui também há algumas idéias positivas: definir precisamente os objetivos e instrumentos de política, em termos das metas gerais de segurança de energia e reduções de emissões dos gases do efeito estufa; criar um preço global único para o carbono que governe todas as atividades; fazer os produtores competirem por qualquer apoio que seja oferecido; deixar os mercados decidirem sobre a venda de veículos flex (e de fato a eficiência de consumo dos veículos); e, acima de tudo, buscar um livre comércio de biocombustíveis.

Nós devemos pelo menos tentar aprender com a dolorosa experiência de um século de políticas agrícolas. Eu sei que isto é ingenuidade. Mas é impossível responder aos grandes desafios de política de energia e mudança climática aplicando um pouco de inteligência, para variar?

Fontes:*"Biofuels -At What Cost?" (Biocombustíveis -a que custo?) Iniciativa para Subsídios Globais, www.globalsubsidies.org

Tradução: George El Khouri Andolfato



 Escrito por Professor Paquito às 08h19
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Os prováveis Temas da Unicamp:

  • Indústria
  • "Redes" (digitais, informacionais e relacionamento etc...)
  • Energia Nuclear ou outras fontes de energia
  • Aquecimento Gobal, Meio ambiente
  • Lixo, Meio ambiente
  • Clima e alterações climáticas globais
  • Epidemias e endemias

Será que sai daí? vamos ver...

Paquito!

 



 Escrito por Professor Paquito às 13h55
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É comum encontrarmos pessoas ao nosso redor legitimando e as vezes até pedindo e defendendo o exterminio de criminosos (mesmo que esses humanos criminosos não exerçam humanidade, ainda assim, eles são  seres humanos) por parte da pólícia. Hoje os esquadrões da morte, ganham o ap-oio de uma sociedade que acredita seriamente que, a criminalidade e a violência podem ser solucionadas a partir do assassinato dos violêntos, contudo esquecem do fato que há reposição das baixas em meio ao crime. Ou buscamos acabar com a origem da violência - a exclusão social e economica e a desigualdade - ou estaremos condenados a viver com armas nas mãos para assassinar assassinos! No que seremos diferentes deles?

 

vejamos a notícia!

7 morrem a cada 2 dias em

confronto com polícia no Rio

Dados oficiais revelam aumento de 19% de janeiro a setembro sobre mesmo período de 2006

Número de prisões no Estado, no entanto, sofreu queda, passando de 13.109 até setembro de 2006, contra 10.215 em 2007

SERGIO TORRES
MARCELO BERABA
DA SUCURSAL DO RIO

De 1º de janeiro a 30 de setembro, a polícia do Rio matou ao menos 961 pessoas, média de sete mortos a cada dois dias. Foram mais 154 mortes (19%) em comparação com o mesmo período de 2006 -6 mortes por grupo de 100 mil habitantes. Esses números são computados na estatística oficial da violência como auto de resistência, título da suposta reação do criminoso à abordagem.
Enquanto aumentou o número de pessoas mortas, diminuiu o de presas. Até 30 de setembro, a polícia prendeu 10.215 suspeitos, contra 13.109 no ano anterior em período igual -2.894 prisões a menos.
No Estado de São Paulo, por exemplo, de janeiro a agosto foi morta em autos de resistência, em média, pouco mais de uma pessoa por dia (1,12). Ou 0,68 morte por grupo de 100 mil habitantes no mesmo período.
O número dos autos de resistência no Rio é maior do que o que consta nas estatísticas divulgadas ontem pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), vinculado à Secretaria de Segurança. Os dados se referem apenas às Delegacias Legais (como são chamadas aquelas com dados totalmente informatizados), responsáveis por 67% das ocorrências do período.
O enfrentamento com traficantes é uma das características da gestão do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).
A rotina dos enfrentamentos é a mesma adotada desde a década passada pelos diferentes governos estaduais. Só que agora, os números revelam, a violência é ainda maior, agravada com o emprego habitual de helicópteros com atiradores e veículos blindados, os Caveirões.

Inteligência policial
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse ontem que as operações policiais são resultado de investigações do serviço de inteligência policial. "Inteligência policial não significa que sejam operações sem dar tiro."
De acordo com ele, "a inteligência tem a necessidade, muitas vezes, de executar trabalho de campo".
Os dois principais casos neste ano são contabilizados como autos de resistência, embora haja acusações de execuções. Em junho, no complexo do Alemão (zona norte), foram mortos 19 supostos traficantes.
Na semana passada, confrontos entre policiais e traficantes na favela da Coréia, em Senador Camará (zona oeste), resultaram em 16 mortos: 1 menino de 4 anos, 1 policial civil e 14 supostos criminosos. A secretaria mantém a versão inicial de que matou dez suspeitos, todos durante tiroteios.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2310200725.htm



 Escrito por Professor Paquito às 23h37
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Olha a geopolítica aí gente!

Turquia ameaça com incursão no

norte para neutralizar separatistas
 
O governo turco anunciou hoje novas medidas destinadas a neutralizar os separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e ameaçou lançar uma incursão no norte do Iraque se isso se revelar necessário. 
 
"Foram dadas às instituições envolvidas as ordens e instruções necessárias (...) para que sejam tomadas todas as medidas jurídicas, económicas e políticas - incluindo, se necessário, uma operação transfronteiriça - contra a presença da organização terrorista no país vizinho", lê-se num comunicado, que se refere ao PKK e ao Iraque.

O documento foi divulgado após uma reunião do Conselho superior de luta contra o terrorismo, presidido pelo primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, que foi convocada depois de, nos últimos dias, 15 soldados turcos terem sido mortos por rebeldes do PKK no sudeste da Turquia.

Numa primeira reacção oficial a esta ameaça, o governo do Iraque sublinhou que "o acordo de segurança assinado entre a Turquia e o Iraque é o quadro adequado à preservação da segurança dos dois países".

A Turquia e Bagdad assinaram a 28 de Setembro um acordo de segurança destinado a controlar o PKK, mas Ancara continua sem receber resposta de Bagdad a um pedido formulado há meses para lançar uma incursão no Curdistão iraquiano, onde o PKK tem estabelecidas várias bases.

Os Estados Unidos, aliados dos curdos iraquianos, já reagiram a estas ameaças. O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, afirmou hoje em Washington que "incursões unilaterais" não "são solução para o terrorismo" e frisou que os Estados Unidos "há meses e meses que fala (com a Turquia) da importância da cooperação para a resolução deste problema".

O PKK, considerado uma organização terrorista por Ancara, pela União Europeia e pelos Estados Unidos, lançou em 1984 uma luta armada separatista que visa obter a independência da região sudeste da Turquia, luta que desde então causou mais de 35.000 mortos.

Apoiado ou apenas tolerado pelos movimentos curdos do norte do Iraque, o PKK tem várias bases nessa região.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.



 Escrito por Professor Paquito às 23h16
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