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Apesar da luta de toda a classe de sociólogos, essa é uma disciplina que ainda não conquistou seu espaço na educação e formação dos jovens brasileiros. Mesmo acreditando que esse espaço deva ser conquistado com luta e inteligência, e ainda sabendo que enquanto não houver consciência de classe essa conquista não se aproximará, luto para que um dia a inteligência política possa ser ensinada nas escolas. Parabenizo aos colégios de vanguarda que acreditaram na importância da consciência que a sociologia pode abrir na alma de seus alunos.

Observação aos meus alunos: Acreditando em tudo isso, busco sempre trazer-lhes tal conhecimento e esse espaço é uma prova disso.


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Do 'ouro negro' a uma nova matriz energética

A era do petróleo está chegando ao fim, e a humanidade sai
em busca de novas fontes para saciar seu consumo crescente
de energia. E elas precisam ser limpas, seguras e renováveis

 

(Divulgação)

O planeta se aproxima do fim da primeira década do século XXI diante de um dilema energético nunca antes registrado na história da humanidade. O uso do combustível que ao longo do século passado definiu o mundo como o conhecemos hoje, impulsionando o crescimento da indústria, do transporte, do comércio, da agricultura – e da população, que encontrou inéditas condições para se expandir – torna-se cada dia mais inviável. Seja por sua anunciada finitude e iminente escassez, seja pelo caráter altamente poluente ou pelas complicações políticas a que sempre está associado, o petróleo não é mais visto como a fonte de energia que moverá o mundo para sempre.
Os combustíveis fósseis ainda são responsáveis pelo fornecimento de três quartos da energia consumida no mundo – demanda que por enquanto só cresce – e ainda respondem por boa parte dos negócios e principalmente das políticas internacionais das grandes potências econômicas. No entanto, além do futuro esgotamento das fontes naturais do chamado "ouro negro", a Terra não tem mais capacidade de absorver os gases provenientes de sua combustão – o gás carbônico é apontado como o grande vilão do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global. Somados às abruptas oscilações de preço e aos problemas geopolíticos que acometem quase todos os grandes países produtores de petróleo (a eterna instabilidade do Oriente Médio e os arroubos ditatoriais de Hugo Chávez, por exemplo) o problema ambiental e a escassez conferem urgência à mudança da matriz energética global.
Daí a importância da passagem cada vez mais rápida para fontes limpas, renováveis e que não coloquem em risco a segurança dos países. A ameaça do fim da era do petróleo vem provocando mudanças de enfoque nas principais empresas petrolíferas do mundo. É o caso, por exemplo, da BP (que até alterou seu nome, de British Petroleum para Beyond Petroleum, ou "além do petróleo"), ExxonMobil, Shell e a própria Petrobras, que tornaram públicas suas estratégias de investir no desenvolvimento de energias alternativas, como o gás natural, o álcool, o biodiesel, a célula de hidrogênio, a energia solar e a eólica.
Com o aumento das pressões ambientais, os governos e organismos internacionais resolveram aumentar seu empenho na substituição dos combustíveis fósseis. A União Européia, por exemplo, convocou os 27 países membros a trocar pelo menos 10% do volume de combustíveis fósseis usados em veículos por biocombustíveis até 2020. Mais do que isso, os líderes europeus se comprometeram a diminuir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 20% dos níveis de 1990 no mesmo prazo. Há ainda uma obrigação de aumentar a geração de energia solar, eólica e hidrelétrica. Caso dê certo, a UE pretende convencer outras nações poluentes, como os Estados Unidos, a China e a Índia, a adotar o mesmo plano.
Dependência americana - Nos EUA, a substituição dos combustíveis fósseis virou questão de segurança nacional. Em um programa de metas energéticas anunciadas no início de 2007, o presidente George W. Bush estabeleceu o dever de substituir, em dez anos, 20% da gasolina consumida nos Estados Unidos por biocombustíveis. Frisou, em meio a um pronunciamento à nação, que tratava-se de uma medida para livrar seu país da dependência externa do petróleo, que deixava os EUA vulneráveis a ataques terroristas. Para atingir o objetivo, Bush determinou que, até 2017, estejam disponíveis para consumo interno 35 bilhões de galões de combustíveis renováveis (cerca de 132 bilhões de litros), e que os motores dos carros que usem derivados de petróleo tenham sua eficiência aumentada, para que consumam cada vez menos litros de gasolina e óleo diesel por quilômetro rodado.
No Brasil, antes mesmo de o efeito estufa e o aquecimento global se transformarem numa das principais preocupações dos grandes líderes mundiais, os dois choques do petróleo da década de 70 levaram o país a aumentar o uso de fontes renováveis em substituição ao combustível fóssil: energia hidráulica, importação de hidreletricidade, carvão vegetal e produtos da cana-de-açúcar — álcool e bagaço de cana. Com o etanol e mais recentemente o biodiesel, o Brasil desenvolveu duas das mais bem-sucedidas alternativas ao combustível fóssil da história. Só em 2007, vai produzir 16 bilhões de litros de álcool e manter a liderança como o maior produtor do mundo. Após um período de pouco uso e desconfiança do consumidor, o brasileiro voltou a andar em carros movidos a etanol graças à nova tecnologia flex, dos veículos bicombustíveis.
Na liderança mundial - Em 2005, a oferta interna de energia no país atingiu o equivalente a 218,6 milhões de toneladas de petróleo. Desse total, 97,7 milhões, ou 44,7%, eram de fontes renováveis. Essa proporção contrasta significativamente com a média mundial, que é de apenas 13,3%. Entre os países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é de modestíssimos 6% para a participação das energias renováveis. Essa posição brasileira é resultado, principalmente, da participação das fontes hidrelétricas e do etanol na matriz energética nacional. Juntas, representam 28,9% da oferta total de energia. Uma das principais metas contidas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado pelo governo federal no início do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva é um investimento de 503,9 bilhões de reais em infra-estrutura. Desta quantia, 274,8 bilhões de reais estão prometidos para o setor energético, sendo 17,4 bilhões a serem aplicados em combustíveis renováveis até 2010.
O Brasil tem condições concretas de ser líder mundial na produção de energia limpa, mas para isso precisa produzir excedentes significativos para exportar – quase toda a produção de etanol, por exemplo, é para consumo interno. A "mudança de consciência energética" por que passa o planeta pode ser garantia de futuros mercados ao biocombustível brasileiro, mas ainda não é uma realidade. Atualmente, o Brasil é o único país a utilizar o etanol em larga escala – 20% da frota nacional roda com álcool. Seja como for, o Brasil tem um bom produto para oferecer às grandes economias mundiais. Se elas quiserem usar combustível limpo, a indústria brasileira é a única em condições de ser uma fornecedora em escala global. Que o diga George W. Bush, que em visita ao país em março de 2007 colaborou para acelerar o processo de transformação do etanol em uma commodity energética internacional, ao assinar um acordo de padronização da produção do combustível junto ao presidente Lula.
Fonte: http://veja.abril.uol.com.br/idade/exclusivo/energias_alternativas/contexto1.html



 Escrito por Professor Paquito às 11h20
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Energia
Brasil negocia novo acordo com a Alemanha
02 de Julho de 2007 | 09:28


Brasil e Alemanha se preparam para reiniciar conversações sobre acordos na área de energia – o que incluiria as matrizes nuclear, mas também de biocombustíveis. A eventual negociação seria uma retomada da parceria iniciada em 1975, com a assinatura do acordo nuclear.

A inclusão da matriz de biocombustíveis permitiria desfazer temores de parlamentares alemães de que o Brasil estaria interessado em desenvolver-se como potência nuclear regional. O objetivo do Itamaraty, que dirige a negociação brasileira, é criar um acordo em que o Brasil participe em uma área em que é competitivo: a de biocombustíveis. “Queremos um acordo de igual para igual', afirmou o diplomata Tovar da Silva Nunes, na embaixada do Brasil em Berlim, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

O novo acordo não incluiria a compra de tecnologia de centrífugas para as eventuais novas usinas nucleares, mas, sim, a cooperação alemã na garantia da segurança das unidades. Outra proposta é incluir no acordo uma cooperação para tornar mais eficiente o uso da energia nuclear no país. Segundo o Itamaraty, a cooperação seria válida para Angra 2 e Angra 3. Eventuais novas usinas também se beneficiariam do acordo.

Por sua vez, o Brasil quer introduzir tecnologias de biocombustível na Alemanha. O governo brasileiro estima que a Alemanha poderia ser um dos principais mercados para o etanol na Europa. A Comissão Européia estipulou que, até 2020, 20% dos combustíveis usados em carros no continente terão de vir de fontes renováveis.

A proposta brasileira ainda sugere que os alemães façam investimentos no Brasil na produção do etanol. A esperança de Brasília é de que o acordo não envolva apenas Estados, mas empresas privadas. Uma delas poderia ser a Sudzucker, a maior empresa de açúcar da Europa, que não esconde seu interesse no etanol.

Apesar das propostas feitas pelo Brasil, os alemães ainda não deram uma resposta definitiva sobre o assunto. Um novo encontro entre representantes estava previsto para julho, mas ainda não está confirmado diante das hesitações do governo alemão.

Fonte : http://vejaonline.abril.com.br



 Escrito por Professor Paquito às 11h16
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