Apesar da luta de
toda a classe de sociólogos, essa é uma disciplina que ainda
não conquistou seu espaço na educação e formação dos jovens
brasileiros. Mesmo acreditando que esse espaço deva ser
conquistado com luta e inteligência, e ainda sabendo que
enquanto não houver consciência de classe essa conquista não
se aproximará, luto para que um dia a inteligência política
possa ser ensinada nas escolas. Parabenizo aos colégios de
vanguarda que acreditaram na importância da consciência que
a sociologia pode abrir na alma de seus alunos.
Observação aos meus alunos: Acreditando em tudo isso, busco
sempre trazer-lhes tal conhecimento e esse espaço é uma
prova disso.
Intermática
Interdisciplinaridade em informática, este é
o real nome da disciplina que visa ensinar a pesquisar e a
publicar os resultados na web.
Ai vai um texto sobre O FIM da RCTV - Venezuela por ALTAMIRO BORGES
Em mais uma prova de coerência e coragem, o presidente Hugo Chávez não se intimidou diante das fortes pressões e manteve o seu compromisso de não renovar a concessão da emissora privada Rádio Caracas de Televisão (RCTC), que teve as suas transmissões em sinal aberto encerradas à meia-noite de 27 de maio. Menos de meia hora depois, entrou no ar a nova rede pública da Venezuela, a Teves, que será dirigida por um conselho formado por jornalistas, docentes e representantes dos movimentos sociais. O fim da outrora poderosa RCTV abre nova fase na luta contra a ditadura midiática na América Latina. Não é para menos que todos os veículos privados da região chiaram contra a medida, manipulando descaradamente os fatos.
A decisão de não renovar a concessão pública, com base nos princípios constitucionais do país também previstos nas legislações de várias outras nações, inclusive do Brasil , foi anunciada em 28 de dezembro. Num discurso proferido aos militares do Forte Tiúna, o maior quartel do país, o presidente Hugo Chávez garantiu que, por mais que gritassem os oligarcas, a concessão da RCTV não seria renovada. Explicou que apesar da postura fascista da emissora no golpe de abril de 2002 e de outras inúmeras irregularidades (sonegação fiscal, evasão de divisas, difusão de pornografia, retenção das pensões dos funcionários), ele aguardaria pacientemente o prazo legal da concessão, encerrado neste domingo, para executar a medida.
Globo, Folha e o rabo preso
O anúncio criou um frenesi na burguesia mundial e na sua mídia venal. O Congresso dos EUA, com apoio dos democratas, aprovou resolução contra a medida e, ao mesmo tempo, manteve a remessa de milhões dólares para financiar a oposição na Venezuela. Já o parlamento europeu acatou a proposta do Partido Popular (PPE), de ultradireita, e considerou um afronta à liberdade o fim da concessão. Organizações financiadas por governos imperialistas e corporações multinacionais, como a Repórteres Sem Fronteiras, realizaram um verdadeiro bombardeio nestes cinco meses para evitar o fechamento da RCTV. A mídia do capital, como a The Economist e o New York Times, deu capa e fez estardalhaço contra a medida.
No Brasil, a poderosa Rede Globo, talvez temendo a força do exemplo, preferiu apresentar a RCTV como uma emissora neutra, a mais antiga e influente da Venezuela, evitando explicar aos seus telespectadores os reais motivos da cassação. Já a Folha de S.Paulo, que tem o rabo preso com os golpistas, publicou o editorial ditador em obras, acusando o governo Chávez de promover uma escalada autoritária. Numa manipulação descarada, ele chega a afirmar que já não existe imprensa independente no país, que todos os veículos são dóceis instrumentos do chavismo. Eduardo Guimarães, no artigo As RCTVs tupiniquins, publicado no portal Fazendo Media, desmascara essa mentira, que evidencia os temores da mídia venal.
Quem, como eu, já esteve na Venezuela ou tem contatos de alguma espécie com o país, sabe que não é verdade o que diz a Folha. A imprensa venezuelana é totalmente livre. Inclusive as TVs. No dia em que escrevo este texto, o jornal caraquenho El Universal, um dos maiores da Venezuela, publica editorial e vários artigos sobre o fechamento da RCTV que guardam enorme similaridade com o discurso da Folha, apesar de serem textos característicos da imprensa venezuelana virulentos, ressentidos e pregadores do mesmo golpismo... O leitor da Folha e do resto da grande imprensa brasileira, como o telespectador da Globo e de outras TVs e rádios, estará mal informado se não buscar fontes alternativas de informação.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro Venezuela: originalidade e ousadia (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).
Escrito por Professor Paquito às 23h18
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Tema quentíssimo Migrações...Confiram!
Refugiados Sudaneses - Africa! por Sebastião Salgado - Migrations. Humanity in Transition
(Aperture Foundation, Nueva York, 2000).
Escrito por Professor Paquito às 23h10
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Tema quente Migrações... Fiquem atentos...
por Sebastião Salgado
Livro Terra, Companhia das Letras, 1997
Editora Schwarcz Ltda.
Escrito por Professor Paquito às 23h05
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Sobre História...
Uma ajuda da mãe naturezaMistério da grande conquista de Alexandre é revelado
A ilha cidade de Tiro era considerada inconquistável até que Alexandre, o Grande, marchou por sua ponte. Os pesquisadores agora revelaram que os conquistadores, na verdade, tiveram uma pequena ajuda -da mãe natureza.
A cidade libanesa de Tiro, uma das cidades mais antigas do mundo ainda existentes, se encontra sobre os resquícios de uma antiga batalha militar sangrenta e peculiar. Em 332 a.C., o conquistador macedônio Alexandre, o Grande, devastou a rica cidade mercantil, que na época era considerada inexpugnável no topo de uma pequena ilha rochosa. Hoje, Tiro se projeta da costa libanesa em uma faixa de terra em forma de língua, com os dias de refúgio em ilha deixados há muito no passado.
O cerco é famoso não apenas por sua importância estratégica e histórica -a captura da cidade foi chave para a conquista do império persa por Alexandre- mas também pelo feito de engenharia que deu a vitória para Alexandre.
A certa altura durante seu cerco de sete meses a Tiro, Alexandre construiu uma ponte de madeira e pedra de quase um quilômetro de extensão para chegar do continente à ilha. Mas permanecia um mistério a forma como um exército de soldados parcamente equipados conseguiu construir uma via atravessando vários metros de mar profundo. Os pesquisadores agora acreditam que Alexandre, o Grande, teve alguma ajuda da mãe natureza.
Nick Marriner, um geoarqueólogo francês, analisou os sedimentos de terra que atualmente ligam Tiro à costa libanesa. "Nós encontramos vários fragmentos, ladrilhos cerâmicos e pedaços de madeira", disse Marriner para a 'Spiegel Online'. "Mas não havia prova de que eles foram usados na construção". Os pesquisadores também encontraram várias conchas de um certo tipo de mexilhão no sedimento, existentes em abundância nas águas costeiras rasas. Os pesquisadores concluíram que a elevação do nível do mar encolheu a ilha com o tempo, deixando as áreas recém-cobertas como lagoas salobras.
Enquanto Tiro tinha aproximadamente seis quilômetros de largura há 8.000 anos, ela encolheu para cerca de quatro quilômetros nos 2.000 anos seguintes, relatou Marriner em 'Proceedings of the National Academy of Sciences USA'. O pesquisador concluiu que as partes recém submersas da ilha tornaram difícil para as ondas atingirem a costa. Como resultado, o sedimento da costa acumulou no espaço entre a ilha e o continente, deixando uma ponte arenosa bem abaixo da superfície da água, sobre a qual Alexandre, o Grande, pôde construir sua estrada para uma vitória histórica.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Escrito por Professor Paquito às 10h30
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Esta reportagem traz um pouco da história de Taiwan... leiam!!!
Presidente de Taiwan retira nome de Chiang Kai-shek de monumento
Francisco Luis Pérez Taipé, 19 mai (EFE).- O presidente taiuanês, Chen Shui-bian, dirigiu hoje uma cerimônia para revelar o novo nome do "Monumento a Chiang Kai-shek", que passará a se chamar "Monumento à Democracia", em mais um passo de sua luta para apagar a memória do ditador da ilha. "O nome do templo dedicado a um ditador está sendo mudado para 'Democracia', que pertence a todo o povo. Essa mudança não é ilegal, mas protege o espírito democrático", afirmou Chen, lembrando também os 58 anos do pronunciamento da Lei Marcial, sob a qual Taiwan permaneceu até 1987. Centenas de descendentes das vítimas da repressão das tropas de Chiang Kai-shek em Taiwan, em 28 de fevereiro de 1947, assistiram à mudança de nome, em meio à presença de mais de 700 policiais. Chiang lutou contra Mao Tsé-tung e, após sua derrota na China, controlou os destinos de Taiwan até sua morte. Um opositor do atual presidente taiuanês entrou em conflito com a Polícia e, antes de ser detido, ergueu um cartaz que dizia "Presidente corrupto. A democracia morreu", em referência aos processos por corrupção ligados à esposa do líder, Wu Shu-chen. O prefeito de Taipé, Hau Lung-ping, filho de um ex-chefe do Estado-Maior que chegou à ilha com Chiang, aceitou sem entusiasmo os planos do Governo central - controlado pelo Partido Democrata Progressista (PDP), de caráter independentista - e exigiu que o novo nome não levasse a nenhuma mudança no monumento original. Os desejos do principal descendente de Chiang Kai-shek, John Chiang, ex-ministro das Relações Exteriores, de "separar história e política" não parecem possíveis no atual ambiente político de Taiwan. As queixas do descendente de Chiang e de milhões de taiuaneses que ainda consideram Chiang Kai-shek o "salvador do perigo comunista" são contrapostas a um coro de opositores que consideram o monumento uma relíquia da tirania. "Chiang Kai-shek é um ditador e o responsável pelo terror branco e pelo massacre de milhares de taiuaneses em 28 de fevereiro de 1947", disse o secretário-geral do PDP, Yu Hsyi-kun. A polêmica envolvendo Chiang ameaça desencadear atos de violência em torno do monumento. O local é um de seus últimos refúgios na ilha, após a destruição ou transferência de milhares de estátuas suas de acampamentos militares, ruas e praças de Taiwan. A tentativa de apagar todos os vestígios de Chiang Kai-shek na ilha faz parte de uma campanha do presidente Chen Shui-bian para afirmar a identidade taiuanesa, separando-a da China, já que Chiang foi o dirigente chinês que tomou o controle da Ilha de Formosa depois que o Japão saiu do local. O Japão controlou Taiwan de 1895 até 1945. Nessa data, o general chinês tomou o controle da ilha e, em 1949, transferiu-se para o local, após sua derrota frente a Mao Tsé-tung. Chiang governou a ilha com mão de ferro durante o resto de sua vida, até 1975. Após a morte do filho de Chiang, Chiang Ching-kuo, que controlou Taiwan de 1978 até 1987, subiu ao poder o primeiro líder de origem taiuanesa, Lee Teng-hui, que iniciou um processo de democratização e "taiwanização" da ilha. Desde que chegou ao Governo, em 2000, Chen Shui-bian, lançou uma campanha para fortalecer a identidade taiuanesa de forma a separá-la permanentemente da China. O processo incluiu a eliminação das pegadas de Chiang Kai-shek em Taiwan e da palavra "China" dos nomes de órgãos e empresas públicas. Até agora, Chen mudou a capa do passaporte taiuanês, onde, em vez de "República da China", aparece "Taiwan". Além disso, o nome do aeroporto Chiang Kai-shek mudou para Aeroporto Internacional de Taoyuan, e o dos Correios da República da China, para Correios de Taiwan. Entre as empresas públicas, a China Shipbuilding Co. agora é chamada de Taiwan Shipbuilding Co., e a Chinese Petroleum Corp. passou a ser conhecida como Taiwan CPC. A oposição, que controla a Prefeitura de Taipé e o Parlamento, tenta frear a campanha de Chen, e conseguiu que as autoridades da cidade qualificassem o monumento a Chiang Kai-shek como monumento histórico provisório, o que evita mudanças arquitetônicas. O Governo taiuanês, por meio de um decreto, conseguiu a mudança do nome para "Monumento Nacional à Democracia".
A religião é fundamental para a vida de todos que querem segui-la, respeitar a todos os credos e crenças é exatamente a coisa mais importante a ser feita por qualquer pessoa que viva dentro de uma democracia!
Segundo:
A igreja no Brasil nunca foi ou será apolítica então discutir sobre as suas intervenções dentro da sociedade ultrapassa a religião e cai na esfera política e cultural, assim a legitimidade da discussão se mantém mesmo que os católicos não gostem!
Terceiro:
Se o papa vem e muda a rotina social e política dos país isso não é um ato isolado de católicos isso deveria ser antes de mais nada, um elemento de consulta pública social pois pessoas não católicas tiveram suas vidas atrapalhadas em São Paulo por causa disso
Quarto:
Vocês precisam entender que fé não tem nada a ver com igreja, pois se tivesse todos nós cristãos católicos ou protestantes estaríamos errados, pois cristo nunca deixou ou quis deixar de ser Judeu!
Quinto:
Ao brilhante anônimo, se quiser fale com Dom Gilberto ex-bispo de Campinas e pergunte se não fui atuante na igreja, igreja esta que ainda respeito, freqüento mas não encubro seus erros e tropeços, pois a humildade é cristã, e ser humilde é assumir seus princípios sem se esconder pois em um dado momento até os apóstolos de Cristo perceberam a não cristandade do ato de ser esconder
Sexto:
O debate foi brilhante, todos estão certos e errados ate certo ponto, pois viver e conviver em uma democracia nunca foi ou será um elemento de unanimidade!