Sou eu....
Professor Paquito

Sou Paquito...
Simplesmente simples,
Realmente real,
Grandiosamente grande e
Humildemente humilde...
De resto é peso mesmo!


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Sociologia
Apesar da luta de toda a classe de sociólogos, essa é uma disciplina que ainda não conquistou seu espaço na educação e formação dos jovens brasileiros. Mesmo acreditando que esse espaço deva ser conquistado com luta e inteligência, e ainda sabendo que enquanto não houver consciência de classe essa conquista não se aproximará, luto para que um dia a inteligência política possa ser ensinada nas escolas. Parabenizo aos colégios de vanguarda que acreditaram na importância da consciência que a sociologia pode abrir na alma de seus alunos.

Observação aos meus alunos: Acreditando em tudo isso, busco sempre trazer-lhes tal conhecimento e esse espaço é uma prova disso.


Intermática
Interdisciplinaridade em informática, este é
o real nome da disciplina que visa ensinar a pesquisar e a
publicar os resultados na web.

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Créditos

O Papa é POP!

Todo mundo tá relendo o que nunca foi lido, todo mundo tá comprando
os mais vendidos... Sejam eles fitinhas do senhor do bonfim, sejam pinjentes do Papa ou terras de Jerusalém...
Qualquer nota, qualquer notícia, sejam páginas em branco ou fotos coloridas do Papa, qualquer nova e
qualquer notícia, publicamos qualquer coisa, e compramos qualquer coisa. E hoje qualquer coisa que se mova
É um alvo...de consumo...de alienação... de fato ninguém tá salvo...
Todo mundo tá revendo o que sempre é visto.
Tá na caras, na Veja, na Isto é, e tá nas capas da revistas, estas que publicam qualquer nota
Propagandas que não passam de páginas de cultura escritas em Branco
porém com fotos coloridas e é só isso que vemos... Principalmente essa semana, pois realmente O papa é pop, é mais pop que Michael Jackson... O papa é pop, e no atual tempo o pop não poupa ninguém. nem o Papa...

Vemos permanentemente tudo sobre nosso ídolo pop, seja ele Michael ou o Papa, nesta semana vemos tudo... aonde o Papa vai dormir, onde ele vai comer... vemos qual é o pano da cueca do Papa, mas afinal...O papa é pop, é... O papa é pop, e no atual tempo o pop não poupa ninguém. nem o Papa...

Rodrigo Ferro



 Escrito por Professor Paquito às 22h58
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Essa é "UNICAMPESCA"...


Violência versus compaixão

EM 1968, na Inglaterra dos Beatles e dos sindicatos fortes, uma linda menina de olhos azuis -Mary Bell- foi julgada como adulto quando tinha 11 anos de idade. Ela havia assassinado sem nenhum motivo dois meninos de 3 e 4 anos provavelmente com outra amiga. Mary foi condenada, depois de uma série de reportagens e investigações apressadas em que a sua imagem foi pouco a pouco associada ao demônio. Ela ficou internada até 1980 em várias instituições, todas com o objetivo de recuperar crianças e adolescentes que ali cumprem pena, mas das quais saiu sem conseguir admitir o mal que havia feito. Em 1995 foi procurada por uma escritora interessada em entender por que as crianças matam. Foi nas longas conversas com essa mulher, durante as quais pôde reconstituir o seu passado, inclusive o descaso e a série de abusos sexuais sofridos por ela nas mãos de sua própria mãe com seus namorados, que Mary pôde finalmente um dia reconhecer ser a assassina e acrescentar:
"O que fiz não tem desculpa". Ela havia recuperado sua consciência moral, e os sentimentos da vergonha, da culpa e da compaixão. Não foi apenas a disciplina da instituição, a horta das verduras, o contato com animais, a oficina mecânica, ou as aulas que lhe permitiram atingir esse ponto. Foi algo muito mais profundo.
A diminuição da idade na responsabilidade criminal de 18 para 16 anos poderia diminuir os efeitos da manipulação perversa do Estatuto da Criança e do Adolescente por impedir que jovens nessa faixa de idade sejam usados para garantir a impunidade de maiores. Mas, enquanto as medidas socioeducativas forem mera ficção na letra da lei, enquanto não houver atendimento médico e psicológico a adolescentes tão precocemente comprometidos com a crueldade e a indiferença ao próximo, tal mudança de nada adiantará. Se o sistema de Justiça no Brasil não for capaz de estancar as absurdas taxas de impunidade nos homicídios, se o sistema de punição específica para menores homicidas não tiver meios de lhes devolver a consciência moral mal formada ou desmantelada ao longo de suas abusadas vidas, continuaremos a ver os mesmos jovens a repetir tais atos sem remorso. Falta-lhes empatia, falta-lhes capacidade de avaliar o sofrimento que causam no outro, falta-lhes a fala que permite colocar-se no lugar do outro, ou seja, compaixão. Enquanto isso não acontecer, não resta senão a alternativa da prisão para que outras Lianas não sejam imoladas e não fique apenas o olhar doloroso de seu pai a dizer: foi a minha filha, mas poderia ter sido a sua.


ALBA ZALUAR

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0705200706.htm



 Escrito por Professor Paquito às 22h14
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